Sob um Maracanã pulsante, ainda tomado por desconfiança diante do início irregular de temporada, o Clube de Regatas do Flamengo respondeu da forma mais contundente possível. Na noite de 7 de fevereiro de 2026, pela 6ª rodada da Taça Guanabara, o Rubro-Negro goleou o Sampaio Corrêa por 7 a 1, em uma atuação que misturou intensidade ofensiva, mobilidade pelos corredores e eficiência nas finalizações.
Os gols foram marcados por Pedro (2x), Bruno Henrique (2x), Samuel Lino, Everton Cebolinha e Douglas Telles. Rodrigo Andrade descontou para a equipe visitante ainda na primeira etapa. O jogo simbolizou não apenas três pontos, mas uma mudança anímica: de um time pressionado para um elenco que reencontra confiança e identidade competitiva.
Desempenho Individual
Entre os destaques positivos, Pedro foi novamente o homem-gol. Mostrou posicionamento cirúrgico dentro da área, leitura de espaço e frieza nas conclusões. Seus dois gols no primeiro tempo deram tranquilidade ao time em momentos distintos do jogo.
Bruno Henrique, vindo do banco, foi decisivo. Participou ativamente das transições, atacou profundidade e ainda converteu pênalti — mesmo após a tensão da cobrança inicialmente anulada por dois toques. Entrou para mudar o ritmo da partida.
Samuel Lino entregou amplitude e agressividade pelo corredor esquerdo. Marcou, assistiu movimentações e abriu linhas defensivas com diagonais curtas. Everton Cebolinha também foi influente: drible curto, ruptura em velocidade e presença ofensiva constante.
No setor de criação, Lucas Paquetá oscilou. Participativo, articulou jogadas e quase marcou — bola na trave —, mas demonstrou frustração ao ser substituído sem balançar as redes.
Entre os pontos de atenção, o sistema defensivo teve lapsos pontuais, sobretudo na recomposição do lance que originou o gol de Rodrigo Andrade. Nada que comprometesse o conjunto, mas sinaliza ajustes necessários contra adversários de maior calibre.