06 dezembro 2025

“Garotada sem medo: time alternativo do Flamengo empata em 3 a 3 com o Mirassol e fecha Brasileirão com teste de fogo no Maião”

Em um jogo aberto, intenso e com cara de última rodada, Mirassol e Flamengo empataram por 3 a 3 neste sábado, 6 de dezembro de 2025, no Estádio José Maria de Campos Maia, pela 38ª rodada do Brasileirão. O Rubro-Negro, já campeão e em campo com um time majoritariamente sub-20 por conta da viagem do elenco principal ao Catar, chegou três vezes à frente no placar com gols de Douglas Telles e Guilherme Gomes (duas vezes). O Mirassol, sensação do campeonato e dono de uma campanha sólida, buscou o empate em todas as oportunidades, com tentos de Chico Kim, Alesson e Cristian Renato, garantindo o 3 a 3 e a manutenção do clube paulista no G-4 da Série A. (Metrópoles)

O clima foi de jogo grande: casa cheia, Mirassol pressionando com posse de bola e um Flamengo leve, vertical e corajoso com sua base. A partida entregou tudo o que se espera de uma despedida de campeonato: golaços, variações táticas, intervenções importantes dos goleiros, polêmica de VAR no gol do empate e um roteiro que manteve o torcedor ligado até o último lance. (Placar UOL)


3. Desempenho individual – destaques positivos e negativos

Destaques positivos do Flamengo

O protagonista rubro-negro foi Guilherme Gomes, meia que marcou dois gols, participou diretamente do primeiro e confirmou em Mirassol a imagem de uma das principais promessas recentes do Ninho. No primeiro tempo, acertou um foguete de fora da área no ângulo de Walter e, na etapa final, apareceu de novo na área para aproveitar o rebote após desvio de Wallace Yan, fechando sua atuação com um “quase hat-trick” em termos de influência ofensiva. (Gazeta Esportiva)

Outro nome que merece sublinhado é Douglas Telles: novamente titular entre os profissionais, mostrou oportunismo ao abrir o placar no rebote da finalização de Guilherme na trave e ainda forneceu a assistência para o terceiro gol rubro-negro, além de ajudar na pressão de primeira linha. (Gazeta Esportiva)

No meio-campo, Evertton Araújo sustentou boa parte da organização ofensiva, com passes verticais que quebraram linhas e lançamentos que deixaram companheiros em ótimas condições, enquanto Pablo Lúcio foi importante na saída de bola e na construção do lance do golaço de Guilherme Gomes no primeiro tempo. A análise de atuações do GE destaca ambos como entre os melhores do Fla em campo. (ge)

Defensivamente, Dyogo Alves alternou momentos de grande destaque — com defesas à queima-roupa em finalizações de Negueba e Cristian Renato — com certa exposição natural diante de um adversário tecnicamente forte e que finalizou bastante. A leitura global, contudo, é de goleiro seguro sob pressão, sobretudo nos minutos finais, quando o Mirassol empurrou o Flamengo para a própria área. (Placar UOL)

Entre os estreantes e reservas, Lucas Vieira merece menção pela leitura defensiva no fim da partida, afastando uma bola decisiva na pequena área e preservando o empate, enquanto Joshua teve atuação discreta, mas correta na circulação de jogo. (ge)

Pontos individuais de atenção no Flamengo

O improvisado Johnny na lateral-esquerda cumpriu bem a função defensiva e ainda participou do segundo gol, mas sofreu em alguns duelos físicos e em cruzamentos no segundo tempo. Wallace Yan alternou boas arrancadas com decisões equivocadas em transições promissoras; a falta de maturidade em alguns momentos de definição ficou evidente, inclusive na bola parada da reta final em que poderia ter caprichado mais. (ge)

Na zaga e no sistema defensivo como um todo, a dupla Iago Teodoro e João Victor teve bastante trabalho. Iago recebeu cartão amarelo ainda no primeiro tempo em chegada forte sobre Renato Marques, e a linha de defesa, em vários momentos, recuou demais, permitindo que o Mirassol ocupasse o terço final com relativa tranquilidade. (Placar UOL)

Destaques do Mirassol

Pelo lado paulista, o grande nome foi Chico Kim, meia que marcou um golaço de canhota no ângulo, deu assistência para o gol de Alesson e concentrou boa parte da criação ofensiva do Leão, sendo apontado como o melhor em campo nas avaliações especializadas. (Metrópoles)

Alesson se redimiu de alguns impedimentos iniciais com o gol que empatou o jogo em 2 a 2, finalizando forte no meio da área, enquanto Cristian Renato entrou muito bem no segundo tempo, mostrando presença de área para completar o rebote no lance do 3 a 3. Felipe Jonatan também merece elogio pela participação decisiva no gol de Chico Kim e pela constância pelo lado esquerdo. (Metrópoles)

Em contrapartida, a linha defensiva do Mirassol sofreu com a velocidade da garotada do Flamengo. A zaga demorou a se ajustar às bolas nas costas e à mobilidade de Douglas Telles e Wallace Yan, falhando principalmente na contenção da entrada de Guilherme Gomes na zona de finalização. (ge)


4. Análise tática

Estrutura inicial dos times

O Mirassol, comandado por Rafael Guanaes, manteve sua identidade habitual em um 4-3-3 bem definido, com Neto Moura como organizador mais recuado, Danielzinho e Chico Kim dando suporte por dentro e um trio móvel na frente com Negueba, Renato Marques e Alesson. A ideia era clara: posse sustentada, amplitude pelos lados e muita circulação de bola no campo de ataque. (Gazeta Esportiva)

O Flamengo, sob o comando interino de Bruno Pivetti, entrou num desenho próximo de um 4-3-3/4-2-3-1, com Pablo Lúcio auxiliando a saída ao lado de Evertton Araújo, Guilherme Gomes atuando como meia avançado, Douglas Telles e Wallace Yan abrindo pelos lados e Michael com liberdade para flutuar e atacar a última linha. A proposta rubro-negra era clara: bloco médio, recuperação e ataques rápidos, explorando o espaço às costas dos laterais paulistas. (Gazeta Esportiva)

Dinâmica do primeiro tempo

O primeiro tempo expôs o choque de ideias: o Mirassol terminou a etapa inicial com 66% de posse de bola, enquanto o Flamengo finalizou mais vezes (8 a 6 no total e 4 a 3 no gol), evidenciando um time da casa dominante territorialmente, mas um visitante muito mais vertical e eficiente na construção das chances. (Flamengo Notícias)

O Flamengo abriu o placar cedo, em jogada típica de transição: cruzamento de Daniel Sales, desvio de Guilherme na trave e aproveitamento clínico de Douglas Telles para fazer 1 a 0. O Mirassol respondeu com sua melhor arma: construção curta pela esquerda, calcanhar de Felipe Jonatan e finalização brilhante de Chico Kim no ângulo. A partir daí, o Leão empurrou o Fla para trás, mas sofreu com a qualidade dos “crias” em espaço reduzido — o golaço de fora da área de Guilherme Gomes, no 2 a 1, nasce justamente de uma progressão bem articulada pela esquerda. (Gazeta Esportiva)

O 2 a 2 de Alesson, em jogada de profundidade de Chico Kim, expôs uma fragilidade rubro-negra: espaçamento deficiente entre zaga e laterais, permitindo que a bola cruzada rasteira encontrasse o atacante livre no coração da área. (Gazeta Esportiva)

Ajustes do intervalo e segundo tempo

No intervalo, o Mirassol corrigiu o setor defensivo com a entrada de Luiz Otávio no lugar de Jemmes, visando mais imposição física. O Flamengo, por sua vez, manteve a estrutura, confiando no bom encaixe ofensivo. (Placar UOL)

O terceiro gol rubro-negro, aos 13 minutos do segundo tempo, é um excelente estudo de ataque posicional com cruzamento e ataque à segunda bola: Douglas Telles cruza da direita, Wallace Yan cabeceia no miolo da área, Walter faz a primeira defesa e, na sobra, Guilherme Gomes aparece de novo para marcar, confirmando o 3 a 2 e premiando a agressividade ofensiva da linha de meio. (Metrópoles)

Com a vantagem, Pivetti optou por mexer: Caio Joshua entrou no lugar de Guilherme Gomes, Wanderson substituiu Daniel Sales e Lucas Vieira entrou na vaga de Pablo Lúcio, buscando dar fôlego ao meio-campo e proteger a faixa lateral. Já o Mirassol adensou o setor ofensivo com Cristian Renato, Carlos Eduardo e, depois, José Aldo no meio, além da entrada de Guilherme na vaga de Chico Kim, tentando manter o volume ofensivo. (Placar UOL)

Taticamente, o cenário final foi de Flamengo em bloco baixo, com linhas próximas da área própria, e Mirassol acumulando jogadores entrelinhas e na área. O empate em 3 a 3, com Cristian Renato completando rebote após defesa de Dyogo Alves, traduz exatamente esse desenho: pressão territorial intensa do Leão, segundas bolas quase sempre com o time da casa e um Fla jovem já mostrando sinais de desgaste físico. (Placar UOL)

Os números de pós-jogo ajudam a ilustrar o roteiro: posse de bola de 63% a 37% para o Mirassol, xG de 2,58 a 2,18 para os paulistas, e finalizações 17 (8 no alvo) contra 16 (6 no alvo) para o Flamengo. Ou seja: o empate em gols se apoia em um jogo estatisticamente equilibrado em chances claras, mas com o Mirassol mais presente na zona de criação. (Reddit)


5. Arbitragem

A arbitragem foi comandada por Lucas Casagrande (PR), auxiliado por Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE) e Andrey Luiz de Freitas (PR), com Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (RN) no VAR. (Portal da Cidade Mirassol / SP)

No geral, o trio de campo manteve um critério relativamente estável, permitindo contato físico, mas sem perder o controle emocional da partida. O jogo teve apenas dois cartões amarelos relevantes: Iago Teodoro, pelo Flamengo, advertido ainda no primeiro tempo por falta em Renato Marques, e José Aldo, pelo Mirassol, punido na etapa final por braço no rosto de Johnny. (Placar UOL)

O momento mais sensível ficou por conta do terceiro gol do Mirassol, checado pelo VAR por possível impedimento na origem da jogada. Após traçado das linhas, o gol de Cristian Renato foi confirmado corretamente. A transparência do protocolo, com checagem objetiva da linha, reduziu o espaço para contestação. (Placar UOL)

Não houve pênaltis marcados nem decisões flagrantemente desastrosas, mas é importante notar que algumas faltas em transição poderiam ter sido administradas com maior rigor, sobretudo em recuos tardios da zaga mirassolina. Ainda assim, para o padrão de um jogo decisivo de rodada final, a arbitragem passou sem maior protagonismo — o que, em termos de análise técnica, é sempre um bom sinal.


6. Considerações finais – impacto na tabela e lições

Do ponto de vista competitivo, o empate não alterou o desfecho do campeonato: o Flamengo já havia assegurado o título com rodada de antecedência, fechando o Brasileirão com 79 pontos, melhor ataque (78 gols) e melhor saldo (+51). O Mirassol consolidou a campanha histórica, terminando em 4º lugar, com 67 pontos, garantindo vaga direta na fase de grupos da Libertadores. (VEJA)

Para o Flamengo, a partida em Mirassol funciona como um laboratório de luxo. A performance de jogadores como Guilherme Gomes, Douglas Telles, Evertton Araújo, Pablo Lúcio, Johnny e Dyogo Alves reforça a profundidade do elenco e a capacidade da base de sustentar o modelo de jogo mesmo sem as estrelas principais. A equipe jovem mostrou coragem para propor transições rápidas contra um adversário organizado e tecnicamente qualificado. (ge)

Por outro lado, a partida escancara pontos de ajuste:

  • Compactação defensiva ainda irregular, com a linha recuando demais e permitindo cruzamentos rasteiros perigosos;

  • Gestão de posse com vantagem: após o 3 a 2, o Fla aceitou ser empurrado para trás em vez de tentar reter mais a bola e desacelerar o jogo;

  • Tomada de decisão ofensiva em alguns jovens ainda é oscilante, com contra-ataques promissores desperdiçados por passes precipitados ou escolhas erradas no último terço. (Placar UOL)

Do lado do Mirassol, o empate confirma a consistência de um trabalho que levou o clube ao G-4, invicto em casa no campeonato, com alta capacidade de criação e repertório ofensivo. Ao mesmo tempo, o jogo mostra que, mesmo em alto nível, a equipe ainda sofre quando precisa defender em muitos metros nas costas e quando enfrenta atacantes rápidos infiltrando entre zagueiro e lateral. (Portal da Cidade Mirassol / SP)


7. Próximos desafios

Com o fim do Brasileirão, o Mirassol encerra a temporada oficial e volta suas atenções para o Campeonato Paulista, em janeiro, mantendo a base e tentando transformar a boa campanha nacional em protagonismo regional. (Metrópoles)

O Flamengo, por sua vez, vira a chave imediatamente. Já campeão brasileiro e recente campeão da Libertadores, o clube embarca para o Catar, onde enfrentará o Cruz Azul, do México, pela Copa Intercontinental, em 10 de dezembro, às 14h (de Brasília). A tendência é de retorno dos titulares e de um time em força máxima, com a garotada de Mirassol ganhando moral para brigar por espaço na próxima temporada. (Metrópoles)

O empate em 3 a 3, portanto, encerra o Brasileirão com um recado claro: o Flamengo não é apenas o elenco estrelado que ergue taças, mas também um clube cuja base está preparada para competir em alto nível, mesmo contra um dos projetos mais competentes do país em 2025.


📊 Resumo do jogo

  • Placar final: Mirassol 3 x 3 Flamengo (LANCE!)

  • Data do jogo: 06/12/2025 – 18h30 (de Brasília) (Portal da Cidade Mirassol / SP)

  • Local: Estádio José Maria de Campos Maia (Maião), Mirassol–SP (Portal da Cidade Mirassol / SP)

  • Gols:

  • Assistências principais (jogadas decisivas):

    • Daniel Sales (cruzamento no lance do gol de Douglas Telles) (Gazeta Esportiva)

    • Felipe Jonatan (calcanhar para o gol de Chico Kim) (Metrópoles)

    • Johnny (participação na construção do gol de Guilherme Gomes no 2–1) (Gazeta Esportiva)

    • Chico Kim (cruzamento rasteiro para o gol de Alesson) (Metrópoles)

    • Douglas Telles e Wallace Yan (cruzamento e desvio no 3–2 do Flamengo) (Metrópoles)

    • Carlos Eduardo (condução e finalização antes do rebote de Cristian Renato) (Portal da Cidade Mirassol / SP)

  • Posse de bola (jogo inteiro): Mirassol 63% x 37% Flamengo (Reddit)

  • Chutes (total / no gol): Mirassol 17 (8 no gol) x 16 (6 no gol) Flamengo (Reddit)

  • xG (gols esperados): Mirassol 2,58 x 2,18 Flamengo (Reddit)

  • Cartões amarelos:

  • Cartões vermelhos: nenhum registrado. (Placar UOL)

  • Escalação inicial do Mirassol:
    Walter; Lucas Ramon, João Victor, Jemmes e Felipe Jonatan; Danielzinho, Neto Moura e Chico Kim; Negueba, Renato Marques e Alesson. Técnico: Rafael Guanaes. (Gazeta Esportiva)

  • Escalação inicial do Flamengo:
    Dyogo Alves; Daniel Sales, Iago Teodoro, João Victor e Johnny; Pablo Lúcio, Evertton Araújo e Guilherme Gomes; Douglas Telles, Wallace Yan e Michael. Técnico: Bruno Pivetti (interino). (Gazeta Esportiva)

  • Substituições do Mirassol:

    • Intervalo (46' 1º T): Jemmes ↔ Luiz Otávio (Placar UOL)

    • 12' 2º T: Renato Marques ↔ Cristian Renato (Placar UOL)

    • 14' 2º T: Alesson ↔ Carlos Eduardo (Placar UOL)

    • 16' 2º T: Chico Kim ↔ Guilherme (Guilherme Marques) (Placar UOL)

    • 32' 2º T: Danielzinho ↔ José Aldo (Placar UOL)

  • Substituições do Flamengo:

    • 17' 2º T: Guilherme Gomes ↔ Caio Joshua (Placar UOL)

    • 23' 2º T: Daniel Sales ↔ Wanderson; Pablo Lúcio ↔ Lucas Vieira (Placar UOL)

    • 27' 2º T: Douglas Telles ↔ João Camargo (Placar UOL)

  • Público pagante: 10.278 torcedores (Portal da Cidade Mirassol / SP)

  • Renda: R$ 1.258.100,00 (Portal da Cidade Mirassol / SP)

  • Arbitragem: Árbitro: Lucas Casagrande (PR); Assistentes: Nailton Junior de Sousa Oliveira (CE) e Andrey Luiz de Freitas (PR); VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (RN). (Portal da Cidade Mirassol / SP)


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