A tarde de 1º de fevereiro, no Estádio Nacional Mané Garrincha, terminou com frustração rubro-negra. Em jogo tenso, de alto nível competitivo e marcado por decisões do VAR, o Flamengo foi derrotado por 2 a 0 pelo Corinthians e ficou com o vice-campeonato da Supercopa Rei. Gabriel Paulista abriu o placar ainda no primeiro tempo, aos 25 minutos, e Yuri Alberto definiu o confronto aos 53 da etapa final, já com o Flamengo em desvantagem numérica.
O clima foi de final desde o apito inicial. O Flamengo tentou assumir o protagonismo com maior posse e circulação de bola, mas esbarrou na organização defensiva corinthiana e em erros de execução nos momentos decisivos. A expulsão de Jorge Carrascal, confirmada pelo VAR no intervalo, alterou completamente o panorama do jogo e condicionou a estratégia rubro-negra no segundo tempo.
Introdução
O placar de 2 a 0 não traduz integralmente o equilíbrio do confronto, sobretudo na primeira etapa. O Flamengo criou chances claras, acertou o travessão com Erick Pulgar e levou perigo em finalizações de Pedro e Arrascaeta. O Corinthians, mais pragmático, foi eficiente quando encontrou espaços. Após o gol inaugural de Gabriel Paulista, o Timão soube administrar a vantagem e, na etapa final, aproveitou o desgaste físico e o homem a mais para liquidar a decisão com Yuri Alberto.
Desempenho individual
Agustín Rossi teve atuação segura e evitou um placar mais elástico, com defesas importantes em finalizações de Memphis Depay e Yuri Alberto. Na defesa, Léo Pereira e Léo Ortiz oscilaram, sobretudo nas bolas aéreas e nas coberturas pelo lado direito. Alex Sandro, enquanto esteve em campo, contribuiu ofensivamente, mas saiu na etapa final para a entrada de Ayrton Lucas.
No meio-campo, Erick Pulgar foi o jogador mais regular do Flamengo, com boa leitura defensiva e presença na área adversária. Jorginho teve participação discreta e foi substituído por Nicolás De La Cruz, que tentou dar mais verticalidade ao jogo. Arrascaeta, bem marcado, produziu abaixo do esperado e deixou o campo para a entrada de Bruno Henrique. Pedro, pouco acionado, saiu no início do segundo tempo para a entrada de Lucas Paquetá, que perdeu a melhor chance rubro-negra ao finalizar por cima aos 49 minutos. Jorge Carrascal comprometeu a equipe ao ser expulso, tornando-se o ponto negativo central da atuação.
Análise tática
O Flamengo iniciou a partida estruturado em um 4-2-3-1, com Pulgar e Jorginho como volantes, Arrascaeta centralizado e Gonzalo Plata aberto pela direita. O Corinthians respondeu com linhas compactas e transições rápidas, explorando as costas da defesa rubro-negra. Após a expulsão de Carrascal, Filipe Luís reorganizou a equipe, adiantando a marcação e apostando em mobilidade com Paquetá e Bruno Henrique, mas a inferioridade numérica dificultou a ocupação dos corredores laterais.
As substituições no segundo tempo buscaram oxigenação e intensidade, porém o Corinthians reagiu fechando os espaços e explorando contra-ataques. A entrada de Kaio César e Rodrigo Garro deu mais velocidade ao time paulista, enquanto o Flamengo passou a arriscar mais chutes de média distância, sem a precisão necessária.
Arbitragem
A arbitragem de Rafael Klein teve atuação correta no aspecto disciplinar, ainda que rigorosa. O lance da expulsão de Carrascal, revisado pelo VAR comandado por Rodolpho Toski Marques, foi determinante e tecnicamente justificável pelo uso do cotovelo no adversário. Houve ainda revisão de gols e impedimentos envolvendo Yuri Alberto, todos bem conduzidos, sem interferências indevidas no resultado final.
Considerações finais
A derrota impacta diretamente o início de temporada do Flamengo, que deixa escapar a chance de ampliar sua hegemonia na Supercopa. O jogo evidenciou a necessidade de maior controle emocional em partidas decisivas e de ajustes defensivos, especialmente na proteção aos corredores e nas bolas paradas. Tecnicamente, o elenco segue competitivo, mas carece de maior eficiência ofensiva em jogos de alto grau de dificuldade.
Próximos desafios
O Flamengo volta suas atenções agora para a sequência do Campeonato Carioca, com o próximo compromisso previsto no Maracanã, onde a expectativa é de ajustes pontuais na equipe e possível rodagem do elenco. A comissão técnica deverá avaliar o desgaste físico e disciplinar antes de definir a escalação, buscando resposta imediata após a frustração em Brasília.
Resumo do jogo
Placar final: Flamengo 0 x 2 Corinthians.
Data do jogo: 01/02/2026.
Local: Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, Brasília-DF.
Gols: Gabriel Paulista, 25’ do 1º tempo; Yuri Alberto, 53’ do 2º tempo.
Assistências: informação não registrada nos dados oficiais disponíveis.
Posse de bola: Flamengo 55% a 60% ao longo da partida; Corinthians 40% a 45%.
Chutes: Flamengo 11 finalizações, 3 no alvo; Corinthians 6 finalizações, 4 no alvo.
Cartões: Amarelos – Breno Bidon (42’ 1ºT), Memphis Depay (9’ 2ºT), Matheus Pereira (47’ 2ºT), Gabriel Paulista (18’ 2ºT). Vermelho – Jorge Carrascal (51’ 1ºT, após revisão do VAR).
Escalações iniciais: Flamengo com Agustín Rossi, Guillermo Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira, Alex Sandro; Erick Pulgar, Jorginho; Gonzalo Plata, Arrascaeta (capitão), Carrascal; Pedro. Corinthians com Hugo Souza, Matheuzinho, Gustavo Henrique, Gabriel Paulista, Matheus Bidu; Raniele, Breno Bidon; André Carrillo, Memphis Depay, Yuri Alberto.
Substituições do Flamengo: Lucas Paquetá no lugar de Pedro (12’ 2ºT); Bruno Henrique no lugar de Arrascaeta (23’ 2ºT); Everton no lugar de Gonzalo Plata (34’ 2ºT); Nicolás De La Cruz no lugar de Jorginho (35’ 2ºT); Ayrton Lucas no lugar de Alex Sandro (35’ 2ºT).
Substituições do Corinthians: Rodrigo Garro no lugar de André Carrillo (15’ 2ºT); Kaio César no lugar de Memphis Depay (31’ 2ºT); Matheus Pereira no lugar de André (31’ 2ºT); Charles no lugar de Breno Bidon (37’ 2ºT); André Ramalho no lugar de Gabriel Paulista (37’ 2ºT).
Público pagante: 71.244 torcedores.
Outros eventos: dois gols anulados de Yuri Alberto por impedimento, paralisações técnicas para hidratação e múltiplas revisões do VAR.
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