22 março 2026

Paquetá decide cedo, Evertton complica depois, e Flamengo deixa dois pontos em Itaquera no 1 a 1 com o Corinthians

 O Flamengo saiu da Neo Química Arena com um empate que tem sabor ambíguo. O time abriu o placar logo aos 2 minutos do primeiro tempo, em finalização de Lucas Paquetá após erro de saída de Hugo Souza, mas permitiu a reação do Corinthians ainda na etapa inicial, quando Yuri Alberto empatou aos 18, completando cruzamento rasteiro de Matheus Bidu depois de participação de Memphis Depay na construção. Na segunda etapa, o roteiro mudou de eixo com a expulsão direta de Evertton Araújo aos 6 minutos, confirmada após revisão do VAR, o que empurrou o jogo para um cenário de maior resistência rubro-negra e pressão territorial corintiana até o apito final. O resultado foi 1 a 1, pela 8ª rodada do Brasileirão, em São Paulo.

Do ponto de vista individual, Lucas Paquetá foi o principal nome do Flamengo. Além do gol, deu repertório técnico entrelinhas, acelerou o lado direito em vários momentos e ofereceu solução curta em um jogo de muita disputa física. Pedro, mesmo sem marcar, teve peso direto no lance do gol e ajudou a fixar os zagueiros. Arrascaeta alternou lampejos de refinamento técnico com uma atuação menos contínua do que o ideal, especialmente depois do empate. Rossi apareceu bem no fim, sobretudo na defesa decisiva em chute de Yuri Alberto já nos acréscimos, preservando ao menos um ponto. Pelo lado negativo, Evertton Araújo comprometeu a estrutura competitiva da equipe com a entrada dura em Breno Bidon; Alex Sandro, advertido logo no primeiro minuto, precisou atuar condicionado e acabou substituído no intervalo; e o time perdeu capacidade de retenção e agressão depois da inferioridade numérica. Os nomes citados constam no elenco atual do clube em fontes abertas de referência.

Taticamente, o Flamengo foi escalado no 4-2-3-1, com Rossi; Varela, Danilo, Vitão e Alex Sandro; Evertton Araújo e Jorginho; Paquetá, Arrascaeta e Samuel Lino; Pedro. O Corinthians partiu de um 4-4-2, com Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, André Carrillo, André e Breno Bidon; Memphis Depay e Yuri Alberto. A formação inicial rubro-negra funcionou melhor no começo porque o time conseguiu pressionar a saída corintiana e atacar rapidamente o espaço às costas do primeiro bloco rival; justamente daí nasceu o 1 a 0. Depois, porém, o Corinthians ajustou a circulação pelos lados e encontrou mais volume com Bidu, Garro e Yuri Alberto. A entrada de Rodrigo Garro ainda no primeiro tempo, por lesão de Memphis, reorganizou a criação do time paulista. No Flamengo, Leonardo Jardim mexeu no intervalo com Ayrton Lucas no lugar de Alex Sandro e, aos 15 da etapa final, colocou Jorge Carrascal e Nicolás De La Cruz nos lugares de Samuel Lino e Arrascaeta, tentando recompor fôlego e saída. Mais tarde, Wallace Yan entrou no lugar de Pedro. O problema central foi que, com um homem a menos desde os 6 do segundo tempo, o Flamengo deixou de atacar com presença e passou a defender em bloco mais baixo, cedendo campo ao Corinthians. A equipe paulista reagiu sobretudo pelo corredor esquerdo, com Bidu, e por bolas alçadas ou segundas jogadas na intermediária ofensiva.

A arbitragem de Rodrigo José Pereira de Lima terá debate. O lance mais importante foi a expulsão direta de Evertton Araújo, mantida após revisão do VAR. Pelo critério disciplinar, a decisão se sustenta porque houve entrada atrasada no tornozelo de Breno Bidon. Ainda assim, o jogo também teve um momento de reclamação corintiana em possível toque de Ayrton Lucas sobre André na pequena área, já no segundo tempo, e o árbitro mandou seguir. Em termos gerais, a condução foi tecnicamente aceitável no protocolo disciplinar mais grave, mas o nível de contestação foi alto dos dois lados, o que mostra uma arbitragem sem pacificação completa do ambiente competitivo.

Na classificação, o empate levou o Flamengo aos 14 pontos e à 4ª posição ao fim da rodada, enquanto o Corinthians foi a 10 pontos e caiu para 11º, segundo a repercussão pós-jogo já publicada. Para a temporada rubro-negra, a lição é objetiva: o time mostrou repertório para ferir um adversário forte fora de casa, mas ainda precisa gerir melhor os momentos de instabilidade e evitar perdas disciplinares que mudem o eixo do jogo. O próximo compromisso do Flamengo pelo Brasileirão será contra o Red Bull Bragantino, em 2 de abril, às 21h30, no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, conforme a tabela detalhada da CBF para a 9ª rodada. A expectativa é por um time mais equilibrado na proteção defensiva e com maior capacidade de sustentar posse qualificada após abrir vantagem.

Resumo do jogo

Placar final: Corinthians 1 x 1 Flamengo.

Data do jogo: 22 de março de 2026, às 20h30.

Local: Neo Química Arena, São Paulo.

Gols: Lucas Paquetá, 2'/1ºT, para o Flamengo; Yuri Alberto, 18'/1ºT, para o Corinthians.

Assistências: no gol do Flamengo, Pedro participou diretamente da jogada final; no gol do Corinthians, Matheus Bidu deu a assistência, após participação de Memphis Depay na construção.

Posse de bola: o recorte de jogo disponível indicou 57% x 43% para o Flamengo aos 11'/1ºT e 52% x 48% aos 16'/2ºT; em outro registro de estatísticas, a posse final apareceu em 52% Flamengo x 48% Corinthians.

Chutes: no intervalo, o Corinthians tinha 4 finalizações, com 1 no gol, contra 3 do Flamengo, também com 1 no gol; em estatística posterior aberta, aparecem 6 finalizações corintianas e 7 rubro-negras, com 1 e 2 no alvo, respectivamente. Há divergência parcial entre os painéis públicos em tempo real.

Cartões amarelos e vermelhos: Alex Sandro, 1'/1ºT, amarelo; Jorginho, 41'/1ºT, amarelo; Evertton Araújo, 6'/2ºT, vermelho direto, mantido após VAR; Raniele, 41'/2ºT, amarelo; Vitão, 43'/2ºT, amarelo; Rodrigo Garro, 54'/2ºT, amarelo.

Escalação inicial do Flamengo: Rossi; Varela, Danilo, Vitão e Alex Sandro; Evertton Araújo, Jorginho, Lucas Paquetá, Arrascaeta e Samuel Lino; Pedro. Formação: 4-2-3-1.

Escalação inicial do Corinthians: Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, André Carrillo, André e Breno Bidon; Memphis Depay e Yuri Alberto. Formação: 4-4-2.

Capitães: as fontes abertas consultadas em texto não identificam com segurança os capitães de cada equipe. NÃO SEI ESTA INFORMAÇÃO.

Substituições do Flamengo: Alex Sandro ↔ Ayrton Lucas, intervalo; Samuel Lino ↔ Jorge Carrascal, 15'/2ºT; Arrascaeta ↔ Nicolás De La Cruz, 15'/2ºT; Pedro ↔ Wallace Yan, 34'/2ºT. Também consta no relato cronológico da partida a troca Vitão ↔ Léo Ortiz, 44'/2ºT.

Substituições do Corinthians: Memphis Depay ↔ Rodrigo Garro, 22'/1ºT; André Carrillo ↔ Kayke, 18'/2ºT. O relato cronológico da partida também registra Breno Bidon ↔ Gui Negão, 33'/2ºT, e André ↔ Matheus Pereira, 33'/2ºT.

Público pagante e renda: 41.428 pagantes e renda de R$ 3.260.285,00. A ficha-resumo localizada traz esses números, embora o snippet apresente um aparente erro de digitação no ano da data.

Outros eventos significativos: lesão de Memphis Depay e substituição precoce; expulsão de Evertton Araújo com revisão do VAR; reclamação corintiana de possível pênalti de Ayrton Lucas em André; grande defesa de Rossi sobre Yuri Alberto nos acréscimos.

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