03 maio 2026

Flamengo cede empate no fim, desperdiça vantagem de dois gols e transforma clássico controlado em alerta no Brasileirão

O Flamengo deixou o Maracanã com gosto de derrota neste domingo, 3 de maio de 2026. Pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Rubro-Negro empatou por 2 a 2 com o Vasco, depois de abrir 2 a 0 e controlar boa parte do clássico. Pedro marcou no primeiro tempo, Jorginho ampliou de pênalti na etapa final, mas Robert Renan e Hugo Moura recolocaram o rival no jogo nos minutos decisivos.

O roteiro foi cruel para o Flamengo. A equipe de Leonardo Jardim começou melhor, impôs posse, ocupou o campo ofensivo e encontrou o gol cedo, aos 7 minutos do primeiro tempo, quando Pedro aproveitou sobra na área após jogada pela esquerda e finalizou com força. A VAVEL registrou o Flamengo escalado em 4-2-3-1, com Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Evertton Araújo e Jorginho; Gonzalo Plata, Luiz Araújo e Samuel Lino; Pedro. O Vasco, também em 4-2-3-1, iniciou com Léo Jardim; Paulo Henrique, Carlos Cuesta, Robert Renan e Lucas Piton; Cauan Barros e Thiago Mendes; Puma Rodríguez, Johan Rojas e David; Brenner.

O Flamengo tinha o jogo nas mãos quando Jorginho converteu pênalti aos 14 minutos do segundo tempo. A penalidade foi assinalada após consulta do árbitro Wilton Pereira Sampaio ao VAR, em lance de Paulo Henrique sobre Pedro. O meia bateu com categoria, deslocando Léo Jardim, e colocou o Rubro-Negro em vantagem confortável. O problema é que conforto, em clássico, costuma ser armadilha. O time recuou demais, perdeu pressão no meio-campo, cedeu escanteios e cruzamentos, e viu o Vasco crescer justamente onde o Flamengo deveria ter controlado: na segunda bola, na bola aérea e na sustentação defensiva dos minutos finais.

Robert Renan diminuiu aos 38 minutos do segundo tempo, após escanteio cobrado por Nuno Moreira. Já aos 51, nos acréscimos, Carlos Cuesta cruzou pela direita e Hugo Moura desviou de cabeça para empatar. O empate vascaíno nasceu de insistência, mas também de uma falha rubro-negra de gestão de vantagem. Com 2 a 0 no placar, o Flamengo deixou de controlar o jogo com a bola e passou a defender baixo, permitindo volume ofensivo ao adversário.

No desempenho individual, Pedro foi novamente decisivo. Além do gol, sofreu o pênalti que originou o segundo gol rubro-negro. Jorginho também merece destaque positivo pela frieza na cobrança e pela organização inicial da saída de bola, embora sua substituição por Saúl Ñíguez, aos 36 minutos do segundo tempo, tenha reduzido a capacidade de retenção e circulação no setor central. Gonzalo Plata foi um dos nomes mais ativos do ataque: deu profundidade pela direita, finalizou com perigo e obrigou Léo Jardim a boa defesa na etapa final, mas recebeu cartão amarelo ainda no primeiro tempo e terminou sentindo dores na coxa.

Agustín Rossi teve intervenções importantes, especialmente em finalizações de Johan Rojas e em bolas cruzadas, mas a defesa como bloco perdeu estabilidade no fim. Léo Pereira viveu uma tarde ambígua: participou da construção, mas recebeu cartão amarelo aos 40 minutos do primeiro tempo e esteve inserido em uma linha defensiva que não sustentou a vantagem. Alex Sandro também foi advertido, aos 40 minutos do segundo tempo, em lance que simbolizou a pressão vascaína no corredor direito de ataque.

Entre os pontos negativos, a principal crítica recai sobre a administração emocional e tática do placar. O Flamengo não perdeu o jogo, mas perdeu dois pontos em circunstância evitável. Depois das entradas de Bruno Henrique e Nicolás De La Cruz, aos 23 minutos do segundo tempo, o time poderia ter mantido agressividade em transição e controle territorial. No entanto, a equipe baixou linhas, passou a jogar em contra-ataque e permitiu ao Vasco finalizar mais. Aos 37 minutos da etapa final, o tempo real já registrava 11 finalizações do Flamengo contra 15 do Vasco, indicador claro de que o clássico havia saído do controle rubro-negro.

Taticamente, Leonardo Jardim iniciou no 4-2-3-1, com Evertton Araújo e Jorginho sustentando a primeira faixa central, enquanto Luiz Araújo, Gonzalo Plata e Samuel Lino circulavam atrás de Pedro. A ideia inicial foi coerente: amplitude, pressão pós-perda e busca rápida pelo centroavante. O gol cedo confirmou o plano. O Vasco, de Renato Portaluppi, também partiu de um 4-2-3-1, mas teve dificuldades para sair do campo defensivo nos primeiros minutos. A partir da metade do primeiro tempo, porém, passou a explorar melhor os lados, especialmente com Lucas Piton e Puma Rodríguez.

As substituições mudaram o desenho emocional da partida. Renato Portaluppi mexeu em bloco: Claudio Spinelli entrou no lugar de Paulo Henrique, Adson substituiu David, Andrés Gómez entrou na vaga de Brenner, Nuno Moreira substituiu Johan Rojas e Hugo Moura entrou no lugar de Cauan Barros. As entradas deram mais presença física, cruzamento e segunda bola ao Vasco. O Flamengo respondeu com Bruno Henrique por Samuel Lino, De La Cruz por Luiz Araújo, Saúl Ñíguez por Jorginho e Wallace Yan por Pedro. O problema não foi apenas quem entrou, mas o comportamento coletivo após as trocas: o Flamengo deixou de defender para atacar e passou apenas a defender.

A arbitragem de Wilton Pereira Sampaio teve peso direto no jogo por causa do pênalti marcado após consulta ao VAR. A CBF havia designado Wilton Pereira Sampaio, de Goiás, para o clássico da 14ª rodada, conforme registros prévios da escala de arbitragem divulgados na imprensa esportiva. A decisão do pênalti foi relevante e, pelo relato lance a lance, ocorreu após possível infração de Paulo Henrique em Pedro. Houve ainda cartões amarelos para Léo Pereira, Gonzalo Plata, Alex Sandro, Carlos Cuesta, Paulo Henrique e Cauan Barros. Não houve expulsões registradas no material consultado.

O impacto na tabela é incômodo. A tabela da CBF consultada antes da atualização integral da rodada mostrava o Flamengo na vice-liderança, com 23 pontos em 11 jogos, e o Vasco em 10º lugar, com 16 pontos em 12 jogos. O briefing da partida indicava o Flamengo com 26 pontos antes do clássico e o Vasco com 16. Como a página oficial da CBF ainda não refletia claramente todos os jogos e ajustes da rodada no momento da consulta, o dado seguro é o impacto esportivo: o Flamengo soma apenas um ponto em uma partida em que chegou a ter dois gols de vantagem; o Vasco, por sua vez, sai fortalecido emocionalmente pelo empate construído no fim.

O próximo compromisso do Flamengo será fora de casa contra o Independiente Medellín, pela Libertadores, em 7 de maio de 2026, às 21h30. Depois, o Rubro-Negro visita o Grêmio pelo Brasileirão, em 10 de maio, às 19h30. O calendário divulgado por veículos esportivos também aponta sequência pesada em maio, com Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil em curto intervalo. A expectativa é que Leonardo Jardim corrija a gestão dos minutos finais, avalie a condição física de Gonzalo Plata e pense em alternativas para manter posse e pressão mesmo após substituições.

Resumo do jogo: Flamengo 2 x 2 Vasco. Data: 3 de maio de 2026. Local: Maracanã, Rio de Janeiro. Competição: Campeonato Brasileiro, 14ª rodada. Gols: Pedro, aos 7 minutos do primeiro tempo; Jorginho, aos 14 minutos do segundo tempo, de pênalti; Robert Renan, aos 38 minutos do segundo tempo; Hugo Moura, aos 51 minutos do segundo tempo. Assistências: no primeiro gol do Flamengo, não houve assistência formal claramente confirmada, pois Pedro aproveitou sobra após cruzamento e bate-rebate; no segundo, Pedro sofreu o pênalti convertido por Jorginho; Nuno Moreira cobrou o escanteio para Robert Renan; Carlos Cuesta cruzou para Hugo Moura empatar.

Posse de bola registrada no tempo real: Flamengo 67% e Vasco 33% aos 20 minutos do primeiro tempo; Flamengo 55% e Vasco 45% aos 20 minutos do segundo tempo. Finalizações registradas no tempo real: 6 para o Flamengo e 8 para o Vasco aos 35 minutos do primeiro tempo; 11 para o Flamengo e 15 para o Vasco aos 37 minutos do segundo tempo. Chutes no gol: NÃO SEI ESTA INFORMAÇÃO, pois o dado consolidado não apareceu de forma verificável nas fontes abertas consultadas.

Cartões amarelos: Léo Pereira, aos 40 minutos do primeiro tempo; Gonzalo Plata, aos 45 minutos do primeiro tempo; Cauan Barros, aos 46 minutos do primeiro tempo; Carlos Cuesta, aos 6 minutos do segundo tempo; Paulo Henrique, aos 13 minutos do segundo tempo; Alex Sandro, aos 40 minutos do segundo tempo. Cartões vermelhos: não houve registro no material consultado.

Escalação inicial do Flamengo: Agustín Rossi; Guillermo Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Evertton Araújo e Jorginho; Gonzalo Plata, Luiz Araújo e Samuel Lino; Pedro. Técnico: Leonardo Jardim. Capitão: NÃO SEI ESTA INFORMAÇÃO, pois a fonte consultada não confirmou de forma expressa.

Escalação inicial do Vasco: Léo Jardim; Paulo Henrique, Carlos Cuesta, Robert Renan e Lucas Piton; Cauan Barros e Thiago Mendes; Puma Rodríguez, Johan Rojas e David; Brenner. Técnico: Renato Portaluppi. Capitão: NÃO SEI ESTA INFORMAÇÃO, pois a fonte consultada não confirmou de forma expressa.

Substituições do Flamengo: Bruno Henrique entrou no lugar de Samuel Lino, aos 23 minutos do segundo tempo; Nicolás De La Cruz entrou no lugar de Luiz Araújo, aos 23 minutos do segundo tempo; Saúl Ñíguez entrou no lugar de Jorginho, aos 36 minutos do segundo tempo; Wallace Yan entrou no lugar de Pedro, aos 44 minutos do segundo tempo.

Substituições do Vasco: Claudio Spinelli entrou no lugar de Paulo Henrique, aos 19 minutos do segundo tempo; Adson entrou no lugar de David, aos 20 minutos do segundo tempo; Andrés Gómez entrou no lugar de Brenner, aos 22 minutos do segundo tempo; Nuno Moreira entrou no lugar de Johan Rojas, aos 30 minutos do segundo tempo; Hugo Moura entrou no lugar de Cauan Barros, aos 35 minutos do segundo tempo.

Público: 61.872, conforme informação fornecida no briefing da partida. Renda: NÃO SEI ESTA INFORMAÇÃO, pois não foi localizada fonte pública verificável com o boletim financeiro até o fechamento desta redação. Outros eventos significativos: pênalti para o Flamengo após consulta ao VAR aos 11 minutos do segundo tempo; gol de empate do Vasco aos 51 minutos do segundo tempo; Gonzalo Plata sentiu dores na coxa aos 49 minutos da etapa final, mas permaneceu em campo.

O Flamengo saiu do clássico com uma lição objetiva: elenco qualificado e vantagem no placar não bastam quando a equipe perde agressividade, compactação e controle dos corredores nos minutos finais. Para um time que pretende disputar título, ceder dois gols depois dos 38 minutos do segundo tempo é falha grave de gestão competitiva. O empate não derruba a temporada, mas acende alerta técnico real.

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